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ufmaA compreensão de um termo, muitas vezes, perde a completa noção do sentido original ao qual ele fora inicialmente cunhado. E este é um processo normal, da chamada evolução da dinâmica das línguas. Fazer uma “volta etimológica”, entretanto, sempre esclarece inúmeros pormenores sobre determinadas expressões. Universidade, sobre o que segue o texto abaixo, é a adaptação portuguesa da derivação universitatis (latim: uni + versus / um + sentido), significando, aproximadamente, “multidão de elementos que convergem para formar uma unidade”. Terá ele – o termo – jamais sido utilizado segundo sua gênese em terras ufmianas? Os últimos acontecimentos evidenciam que não.

Há cerca de uma semana, começou a ser alardeada pelos corredores da Universidade Federal a decisão do CONSEPE – Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão – de alterar, arbitrariamente e sem consulta, os horários de funcionamento das disciplinas já a partir do próximo semestre (2009.2). É certo que a legislação de um conselho superior está previsto em regimentos internos e estatutários. Mas, superiores deveriam ser também as compreensões sobre bom-senso. Quem será diretamente afetado pela mudança? Os estudantes, sendo claro e direto. Professores também, de certa maneira. E em qual momento foram estas duas instâncias ouvidas? Tantas vezes quanto parecem ter sido nos 45 anos de história da Universidade.

É extremamente simples assinar, endossar ou referendar uma decisão sem ter conhecimento da quantidade de implicações a que ela retrata. Esquecem-se, em todos os momentos, as conseqüências por trás de uma simples decisão “cronológica”. A questão, inicialmente, é a validade legal de tal alteração. Ao efetivar sua inscrição para o vestibular, forma de ingresso até o ano de 2009, o candidato optava pelo curso e, concomitantemente, pelo turno no qual ele era oferecido. A Comunicação Social, por exemplo, funciona no período da tarde (segundo informativos oficiais da Universidade, Diurno: Vespertino). Eu e todos os colegas, entretanto, tivemos repetidas e enfadonhas aulas que se estendiam para além das 19:20. Das duas uma: ou o fuso horário é diferenciado em território da UFMA ou a aula acontecia em horário indevido.

Importantíssimo, e maior ponto de discussão, é a medida ter vigência (quase) imediata. E aos que trabalham, quais serão as alternativas? E aos que estagiam, aos que fazem um outro curso, aos que têm uma casa a cuidar, filhos a criar? Aos que realmente lutam por (e para) ter alguma coisa e que batalham para alcançar uma vida mais digna? Simples seria se pudessem (ou pudéssemos) avisar aos respectivos superiores que, a partir de agosto, deixaremos o expediente com uma hora de antecedência, e que isso fora decidido extraordinariamente em âmbito do CONSACO/UFMA (Conselho Superior dos Afetados pela Corja da UFMA). A paciência tem-se tornado cada vez mais exigida e cada vez menos justificada. E já que Universidade prevê unidade, e universitário não é uma aglutinação de otário, é hora de ser levantado o debate.

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fome de saberO Movimento Estudantil e o Diretório Central dos Estudantes lideraram ato público realizado na Área de Vivência hoje pela manhã, reivindicando melhorias na Universidade Federal do Maranhão. Entre os pleitos estudantis estão a ampliação e melhoria do restaurante [talvez até da comida], o que inclui a instalação de catracas, bebedouros e  rampas na entrada do Restaurante Universitário.

Mas o que chama mais atenção é a reivindicação do fim da taxa [R$ 1, 25] de acesso ao RU. Sim, comida grátis.  Por que não? A instituição é pública e deve servir da melhor forma [a gratuita] aos seus alunos.  Mas talvez não mesmo.

Qualidade no ensino, prenseça de professores [pelo menos], biblioteca equipada [com livros bons e novos!], segurança, transporte de qualidade [chega de Campus lotado] dentre outras, seriam reinvidicações que não causariam a mínima controvérsia.

O fato é que o RU passa por uma reforma [ainda dentro dos prazos, segundo o prefeito do Campus] e as reinvidicações prometem ser cumpridas pela Universidade, com exceção, claro, da comida grátis, afinal, o dinheiro da taxa dos milhares de alunos que passam lá por dia devem encher o bolso de alguém  [?] e com um prato de cumê dado o Movimento e Diretório possam estar mais presentes na UFMA para gritar por mais anseios e fomes da elite intelectual de São Luís.

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