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Posses

De que nos serve nossas mãos? Entre milhares de outras funções, carregam nossas ‘posses’. Uma caneta, uma bolsa, um diário… levamos nas mãos, geralmente o que é nosso – para que seguros entre nossos dedos, nossos pertences não vão parar em braços alheios… Guardamos nas mãos aquilo que não queremos deixar solto por aí, ao alcance de qualquer um.

Deve ser – entre outras razões  – por isso, que os casais ” se levam nas mãos “.  Andar de mãos  dadas denota posse, domínio, união.  Leva à idéia de que o que está unido entre as mãos deva ser sacralizado, respeitado,  incorruptível. Não se trata mais de dois seres a vagar pelo mundo sozinhos, mas um casal, uma célula, quase um “segredo” público.

Mas, abandonando a vibe ‘odeiocasaisfelizes’ de gente invejosa, é também bonito o andar de mãos dadas, é também gostoso, é também fraternal a  união de mundos, os caminhos tomados e desejados por dois…

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EsqueciOnomeDesseEscultor.

Não eu não quero te induzir ao suicídio, mas o fato é que muitas [muitas mesmo, ou todas] pessoas já sentiram aquela vontade de sumir, de não existir, de morrer.  Sim, de morrer. E muitas vão além. Não querem apenas morrer, querem se matar, ou seja, cometecer suicídio.  Por que? Como? Quando?

As três perguntas mais imorais pra pessoas comuns e como a intenção aqui é permanecer no sensacionalismo barato do jeito mais incomum, vamos lá.

Por que? “Sem ele/ela não sei viver”, “perdi meu emprego”, “minha amiga é falsa”, “o Framengo foi rebaixado”, “deletaram meu orkut”, “tenho aids”. Ok, pare de ler aqui. Nada disso é um motivo bom. Isso tudo passa. Ou volta. Ou tem remédio.

Mas tá, eu não entendo a dor desse chifre que você deve estar sentido… Como? Cortas os pulsos é tosco, estão avisados. Dói e suja tudo. Pelo menos, morra limpinho. Se for se jogar na frente de um carro, que seja um importado, por favor. Ser atropelado por um Uno Mille 87 não é suicídio, é humilhação. Se enforcar é bem feio também. Você vai morrer e ainda vai deixar a pessoa que te achou traumatizada pra sempre? Pense bem… já tem as despesas com os ritos fúnebres e ainda vai deixar de presente consultas psiquiátricas. Pula do décimo andar? Muito Legião Urbana, brega. Tomar uma caixa de Tylenol? A diarréia vai ser linda. Vai matar só as pregas do fêófó. Tiro na cabeça ou na boca. Tem que ter um revólver [registrado, de preferência, pra não dar trabalho pro seu pai] e vai sujar a parede ou o chão, credo. Mas funciona. Veneno. Que não seja chumbinho. Nêpárato nêpárato é muito Rua de Santana. Mas funciona [se forem 20 balas numa rave é show].

Quando? Seis da tarde lá no Elevado da Cohama. Isso se você quiser fazer do seu suicído um espetáculo ralado no JMTV. Não, né? De madrugada ou ao amanhecer. Pronto. Vai ser lindo… os pássaros, a maré seca. É, quando acharem o seu corpo já vai tá um lameiro bonito. Mas enfim, se esforce pra ser uma coisa bonita, pra ficar na memória dos outros que você teve bom gosto, pelo menos.

Ou não, não seja uma das pessoas que morrem a cada QUARENTA SEGUNDOS vítimas de si mesmas no mundo. Tá com depressão? Isso é coisa séria. Seríssima. Procure um especialista! Não tá? Cara… saia pela rua como quem não quer nada, converse com duas pessoas e faça sexo casual com elas, se não conseguir, no máximo você vai ser preso e vão fazer sexo em você lá. Morra de tédio, de amor, de conversar, de rir, de transar, de escrever, de ler, de estudar, de trabalhar, de chorar, de amar. Isso, ame. Se ame. Ou não, entre pras estatísticas.

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