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Procuram-se exceções

Militancia no maranhaoA militância política é uma atividade generosa, de combate pela transformação da sociedade na direção do humanismo e da solidariedade. Militância política, que não precisa ser partidária, mas tem que ser política, porque se inscreve no horizonte da construção de um novo tipo de sociedade. É uma prática que não visa lucro e a realização dos interesses próprios, mas os interesses coletivos e, através deles, o de todos os indivíduos.

É exatamente isso o que não temos no nosso país, não que não tenhamos um passado recente dotado de muitas glórias ou que exista hoje somente um grande negativismo em relação a tudo o que é político ou deveria ser, mas militância política é o que não há por aqui, definitivamente.

Como exemplo aleatório, tomemos [gucci-gucci] o Maranhão e sua belíssima capital, São Luís. O cenário é mais que claro por lá. Dois jornais brigam pela patente da identidade do demônio. O Pequeno diz que é o senador Sarney [e sua filha diabrete Roseana] e o Estado do Maranhão afirma que o demônio é o atual governador Jackson Lago. Atual? Talvez não, pois amanhã [13 de abril] Jackson é oficialmente caçado/cassado e a diabrete pseudotoma o trono. E o que isso tem a ver?

A cidade está tomada por militantes. Milhares de carros com o adesivos da Guerreira e mais que isso… a verdade! Acreditar em Roseana Sarney é ter consciência política, é saber o que há de melhor pro Maranhão. E mais militantes… Afinal, o Movimento Balaiada é seríssimo. Militância pura. E com certeza os partidos políticos não estão envolvidos nas “palavras de ordem” pichadas pelo muros da cidade.

Certeza? Certeza que é do bolso da sociedade que sai cada lata de spray. Cada bandeco pros sem-terra que vieram fazer a “revolução”. Cada adesivo partidário colado nos carros. Cada minuto na tv. Cada outdoor.  Cada jingle é 12 é 12 é 25.  Dinheiro estatal, dinheiro do povo que pra garantir seu pão, seu pó ou seu pé se vende e muito barato e fica com o rabo preso, em sinal de gratidão, mas sempre, claro, numa “militância política” psicografada em cheques mensais.

“Estamos apenas pensando no bem-comum.” Bem-comum mais egoísta não há. TODOS [nós] querendo uma pedaço do bolo, um pedaço de asfalto efervescente, uma escola com professoras burrinhas [e feias], um hospital com médicos invisíveis e delegacias com nossos primos presos.

Óbvio? Sim. Tudo muito óbvio. Sempre é. A mentira é escancarada, escarrada na cara de cada [e]leitor. 10 reais como alguém se garante como militante lá no Maranhão. Apos(to[lo)]. O diabo é você.

Ou não.

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