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Não, ainda não houve anúncio de aumento nas passagens dos coletivos em São Luís. Porém deve-se notar que entre greves, processos judiciais e paralisações outras, não sabemos o que é um reajuste do serviço de transporte público há sete anos. Mérito dos políticos bonzinhos do Maranhão? Ou obrigação deles de fato? A realidade é que esses sete anos não foram de tranquilidade no esforço da prefeitura em manter as passagens no seu preço atual. Dentre propostas de investimento no sistema de bilhetagem eletronica para coibir fraudes e redução de alguns impostos, as empresas têm segurado, em certo ponto a contragosto, o pretendido aumento. De certa forma, a situação foi lucrativa para ambas as partes, afinal as empresas receberam incentivo fiscal e a prefeitura segurou um “levante popular” nas palavras do procurador geral do município da gestão anterior.

Foi noticiado recentemente que há uma luta que tem se arrastado, e permanece sem definição, entre os funcionários e as próprias empresas de transporte público. Além do velho pedido de reajuste salarial e de ticket alimentação, eles querem ampliação do plano de saúde a seus dependentes. As empresas, por outro lado, querem que metade do plano de saúde seja pago pelos empregados, e obviamente fogem do reajuste salarial de seus empregados. O procurador regional do trabalho elaborou uma proposta de reajuste salarial e de tickets alimentação em 6% e a manutenção do pagamento integral dos planos de saúde pelas empresasa seus funcionários. A proposta parece ter sido bem recebida pelas partes, que ainda discutirão possíveis aplicações e alterações do proposto, antes de irem à próxima audiência que está marcada para a próxima segunda na Procuradoria Regional do Trabalho.

Na declaração dada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) de São Luís, José Luís Medeiros, ao portal imirante, surgiu aquela velha questão empresarial: evitar greve e “discutir como vão fazer para garantir o pagamento”.

Nestes novos tempos de prefeitura, com tão pouco tempo ainda de mandato do nosso novo prefeito, não se sabe direito o que se esperar em termos de esforços para conter o levant… ops! o aumento das passagens. O jogo parece ter sido este durantes os sete anos: funcionários fazem greve, empresas dizem que não têm como pagar, prefeitura segura como pode. Mas a pergunta que não quer calar: as passagens desta vez vão aumentar?

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MARÇO DE 2008

MARÇO DE 2008

“Somos as únicas opções pro Maranhão porque ________________.

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clownNão bastasse toda a discussão que circunda a sociedade maranhense nos últimos meses, o jogo político conta com peças e movimentos cada vez mais estapafúrdios. O questionamento, aqui, não se restringe ao mérito ou demérito do Libertador ou da Guerreira, mas sim ao descarado assassinato do direito à cidadania e do exercício de legitimação democrata.

Primeiro, toda a batalha naval que envolveu o processo eleitoreiro. O que resultou somente tiros n’água. Posteriormente, guerra de influências e processos. Onde ambos poderiam (e deveriam) ser cassados – possibilidade pouco levantada pela mídia. Já que os crimes foram mútuos, por que não desqualificá-los igualmente? Talvez porque numa distante terra chamada Brazzilândia o temível Sarneyzilla ainda reine absoluto.

Mas é claro, atitudes patéticas não se prendem apenas ao monstro aparente. Jackson-tartaruga-ninja-do-Lago encontra-se longe de ser a mais doce criatura do mundo. Sua última traquinagem, numa medida desesperadora após a confirmação da cassação imediata (e por unanimidade) foi declarar que “Não temos o direito de frustrar a esperança do povo. Vamos resitir. Não vamos sair do Palácio dos Leões enquanto não tiver sido julgado todos os recursos no STF, e no próprio TSE contra a outra candidata”. Justo? Complicado tratar de justiça num país onde morosidade tornou-se regra (e a exceção se aplica, claro, àqueles que po$$uem algo com o que se defender).

É fato que o direito do povo deve ser respeitado. Também é fato que as Instituições têm no povo sua validação – e, consequentemente, o Estado (através do TSE) tem suficiente legitimidade para manter suas decisões. A grande verdade, é que o Maranhão tornou-se um circo… mas os leões são indomados, as guerreiras não tem escudo e os palhaços somos nós.

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