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saia à rua, vossa excelência

Vossa Excelência e o Poder

Vossa Excelência e o Poder

No Judiciário Vossa Excelência é chefe de capangas no Mato Grosso. No Legislativo Vossa Excelência é chefe da quadrilha das passagens aéreas. No Executivo Vossa Excelência paga mensalões  a uns e mensalidades de faculdades a outros que não precisam.

Os Poderes são de Vossas Excelências. O Poder de nos fazer rir da desgraça que é, aparentemente, alheia. “Não, isso não tem nada a ver comigo.” Nem comigo. Nem com Vossa Excelência. Tem?

Mas tudo tem uma utilidade. Ou não. Vossa Excelência, Joaquim Barbosa, já é o ícone atual da causa negra. Causa, não muito  diferente [um pouco, talvez] das outras no Brasil: o discurso da vitimização é o que prepondera. Vossa Excelência, Fábio Faria, deu a passagem pra Europa e o holofote necessário à estréia de Adriane Galisteu na  Band [Toda sexta]. Vossa Excelência Luiz da Silva é o maior líder da atualidade, segundo O-maior-líder-da-atualidade, é também Aquele-que-nunca-sabia. Omissão também é crime e deve ser punida, mas um dia, talvez.

Mas isso, fiquemos todos em casa, protegidos da chuva e do sol, afinal, isso não nos diz respeito. Ou não. Façamos o que? [Só nos resta ficar indignados?]

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Um prazer quase roubado

shakespeareShakespeare, do alto de toda sua sapiência, parece ter apregoado uma sentença pra cada situação da vida. É cômico, mas pra quase tudo se pode usá-lo como referência… E pra não fugir a regra, deixo aqui uma citação que é perfeitamente justificável… Só que na Federação Russa: “Roubado que não pela coisa furtada, é quem, afinal, não foi roubado em nada”. E como vocês vão entender a seguir, tudo indica que as russas são fãs incontroláveis do grande autor.

E eu explico: numa noite qualquer do mês de março, uma cena quase comum acontece nos subúrbios de uma cidade eslava. Olga, que é cabeleireira e proprietária de um salão, foi surpreendida por uma tentativa de assalto. A moça, que tudo indicava não poder reagir, vai calmamente pegando o dinheiro para entregar a Viktor, o assaltante. Ele, que já estava feliz com mais um trabalho “bem realizado”, é sorrateiramente surpreendido com um soco no peito que o fez cair. Sim, Olga tinha treino em artes marciais.

Mas vocês provavelmente se perguntam: o que há de anormal em uma mulher ter domínio de lutas? Nada, realmente… O estranho é o que vem a seguir. Dominando técnicas [quase] ninja, a cabeleireira amordaça o ladrão com o fio de um secador e o leva para outra sala, reservada. As demais trabalhadoras do local foram informadas de que a polícia estava a caminho e que deveriam continuar o trabalho. E assim o fizeram. Mas nada de a polícia chegar…

abuse

Olga perdeu a paciência e resolveu fazer a justiça por mãos próprias. “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, não é mesmo? Inusitado é o que ela resolveu roubar! Ao perceber que não seria socorrida pelas autoridades, a russa forçou o bandido a tomar diversos comprimidos de Viagra. E, desde aquele primeiro momento, abusou sexualmente dele por 2 dias! Sim, mentes insanas, sexo intensamente roubado por dois dias.

Ao ser libertado do “cativeiro do prazer”, Viktor se dizia sentir “espremido como um limão“. E foi diretamente a um hospital tratar suas feridas genitais. Depois disso, apresentou queixa contra Olga por “ações de natureza sexual”. Claro que Olga não deixaria isso barato. Fora o fato de também tê-lo denunciado (e ter garantido que a situação não foi lá das mais ruins), ainda declarou que fez mais que sua obrigação: “comprei um novo jeans para ele, comida, bebida e dei 1000 rublos (aproximadamente R$ 65) quando ele saiu”.

Convenhamos… R$ 65, um jeans novo, comida, comida e álcool… ele até que tá no lucro!

[A propósito, “comida” está intencionalmente duplicado. =P]

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