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Algumas vezes observamos indivíduos que parecem não querer assumir que ‘a geração que jurou ser jovem pra sempre chegou lá’. Sim, aquele seu vizinho chato que já rompeu a casa dos quarenta e todo sábado de manhã vai lavar seu carro numa espécie de ritual sagrado, com aquela música “dixcolada” nas alturas, seu óculos estilo surfista e aquela bermudinha sexy.

Alguns podem criticar afirmando que se trata apenas de um estilo de vida, e que é bom manter o espírito jovem, e que é justificável, etc. Mas a questão é que este fenômeno é manifestação de algo preocupante que tem acontecido com maior frequência, e especialmente em países desenvolvidos: os kidults (adultescência, no Brasil).

A necessidade cada vez mais crescente de qualificação na concorrência por um bom emprego, a “modernização” do trabalho, preconizada por teorias organizacionais e inevitável pela evolução tecnológica, que abrem possibilidades de diferentes estilos de vida e maior autonomia para os empregados, a descoberta de um mercado consumidor nostálgico pelos veículos de comunicação e pelas grandes indústrias, e, claro, os avanços da medicina que aumentaram muito a longevidade, talvez sejam os fatores que mais aparecem como possibilidade de causa. Mas claro que existem outros como, por exemplo, o movimento feminista e a revolução sexual.

Enfim, a questão não é dizer que o indivíduo não possa ter um estilo jovem, mas sim compreender que talvez este estilo diga além de uma vestimenta (ou ausência dela), consequentemente trazendo prejuízos sociais, tanto pro indivíduo quanto pra sociedade. Esta pessoa que não consegue sair da casa dos pais, que às vezes tem filho precocemente, que torra dinheiro e se obceca com academia e produtos de beleza, que se endivida, que não consegue ter uma relação afetiva estável, etc., não adquiriu responsabilidade e autonomia na sua vida.

Como serão seus filhos? Pesquisas realizadas aqui no Brasil e divulgadas em revistas de grande circulação apontam que há casos em que os papéis se invertem dentro de casa e o filho passa a ser o “careta” da história. Absurdo! Uma pessoa com 15 anos tendo que lidar com responsabilidades de uma de 30? Será que isso não traz nenhuma consequência para o desenvolvimento psicosocial dela? E nos casos onde não há esta inversão, o que acontece? Provavelmente a mera transmissão deste modelo.

‘A geração que jurou ser jovem pra sempre’ tem que tomar cuidado pra não ser irresponsável pra sempre.

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MARÇO DE 2008

MARÇO DE 2008

“Somos as únicas opções pro Maranhão porque ________________.

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Educação. Mais do que indiscutivelmente a base de sustentação para o desenvolvimento. Fato tão alardeado que repeti-lo assim é praticamente reduzir-me a um desgastante lugar comum. Tão comuns quanto foram as justificativas para o descaso com que a mesma vinha sendo tratada em todas as esferas políticas brasileiras. Mas a indicação é de que este processo esteja mudando…

Duas das últimas notícias divulgadas pelo MEC são relativas à melhoria pela qual o tema passará a ser tratado. Além da polêmica reformulação do vestibular – que terá suas parcerias confirmadas até o próximo dia 30 –, estão também em evidência duas manifestações originárias do Congresso Nacional.

Com a efetivação gradual do Plano Nacional de Educação (PNE), a partir de 2010 pelo menos 6% do PIB brasileiro serão destinados a esta esfera. Segundo o ministro Haddad, “O Estado brasileiro tem condição de priorizar a área. Foi uma decisão política tomada e que já teve impacto”. De fato, teve bastante impacto. Tanto quanto teve a divulgação de que os gastos com o Ensino Superior devem-se equiparar aos custos da Educação Básica, promovendo uma verdadeira transformação na realidade e descaso enfrentados pelas Instituições Federais.

E como tudo relativo às IFES é rondado de idas e voltas com pedras no caminho, aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o parecer que suspende a validade das cotas raciais no processo seletivo das Universidades, adaptando-o, segundo alguns parlamentares, ao critério sócio-econômico. Dos 25 senadores titulares desta comissão, apenas 6 são favoráveis à manteneção do sistema vigorante.

Demóstenes Torres, titular pelo DEM de Goiás e autor de um “relatório paralelo” – que exclui os critérios étnicos do sistema de cotas, destinando o mesmo somente àqueles de baixa renda – afirma: “Embora reconheça que índios, pardos e negros tenham sido excluídos historicamente, (…) a característica do povo brasileiro é a miscigenação, e uma lei que leva em conta as diferenças étnicas é racista”.

E enfim parecem acordar os que se dizem representantes do povo a algo que já era tão alardeado e discutido até nas menores esferas.

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