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Desgraça pouca…

Ismael Evelson Ratzkob, o aproveitador

Ismael Evelson Ratzkob, o aproveitador

E as vítimas das enchentes sofrem mais um revés. Ano passado os desabrigados de Santa Catarina sensibilizaram o Brasil inteiro que prontamente doou roupas e gêneros alimentícios. Esta semana foi preso um empresário daquele estado que, em conchavo com funcionários da prefeitura de Ilhota, um dos municípios atingidos pelas chuvas, havia recebido parte das doações e estava vendendo roupas, sapatos, colchões (e até alimentos) em um brechó a R$ 1,00 cada peça. Segundo ele, recebeu esses itens como “doação” e, portanto, poderia fazer o que bem quisesse com os mesmos, além do que se tratavam de sobras de donativos que a prefeitura não teria onde colocar. Contudo as “sobras”, só de roupas,  correspondiam a mais de 400 mil peças.

Por terem sido doadas à administração pública, só através de processos licitatórios esses bens ficariam livres para serem doados a particulares, além do que são, em sua maioria, produtos não perecíveis que, bem acondicionados, poderiam ser destinados a várias famílias carentes em crises futuras.

Apesar dos apelos da Cruz Vermelha convocando a população para que não pare de doar, sobretudo às vitimas do Maranhão, é impossível não ficar desconfiado com o destino de nossos donativos após essa denúncia. Uma situação tão revoltante na qual determinadas pessoas se valem das boas intenções de quem doa  e da desgraça alheia para proveito próprio!

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E finalmente o prefeito João Castelo percebeu que São Luís está numa situação de emergência. As chuvas deixaram e tem deixado a população sozinha, como de costume, num caos. Mas não, não comemore. A situação de emergência decretada só serve pra que ele faça contratos sem licitação.

O divertido nisso tudo é a briga dele com a vice-prefeita, Helena Duailibe. Recentemente demitida e informada do fato pela imprensa, a ex-Secretária da Saúde briga abertamente devido a suas “convicções políticas” e pede clemência atacando o prefeito:

– “O ódio, o rancor, o sentimento de vingança, esses sentimentos atrasados precisam ser banidos por parte das pessoas que conduzem a política no Estado”, tadinha.

Ambos, o Prefeito e a Vice, são parte fundamental da história triste que mantém São Luís na emergência em quase tudo há muito tempo. E essa rixa só serve pra dividir o [burro] eleitorado e eleger os dois pra seja lá o que for.

Mas há sim o que se comemorar e talvez isso que de fato preocupa os políticos da cidade. As bobinas de papel, onde são impressos os jornais, estão presas na enorme fila de caminhões da BR 316, viva! Todos agora numa corrente de fé para que as bobinas não cheguem e a cidade fique livre, nem que seja um diazinho desses jornais.

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O divino endiabrado em São Luís

O divino endiabrado em São Luís

E finalmente São Luís se conforma em apanhar de Cinturão. A Zona de Convergência Intertropical que parou sobre a cidade castigou brutalmente com o maior volume de chuva no mês de abril dos últimos 24 anos. O Cinturão de Nuvens promete mais ainda em maio.

O  que os ludovicenses enfrentam como consequência é, principalmente, a dissolução do asfalto, causando crateras ao longo de praticamente todas as avenidas de grande circulação. Ilhada em suas casas, a população permanece como geralmente ficam os maranhenses face à tudo: calados.

Se o asfalto dissolve, há de se agradecer por haver algum pra dissolver, pois em muitos bairros não há nem isso. Se chove tanto é puro desígnio de deus ou das forças naturais e em nada está relacionado o Estado. Se estão todos ilhados, pior são os 50 mil desabrigados que perderam suas casas e vidas em outras regiões do Maranhão. E assim a cidade permanece inerte à força do cinturão, reclamando de, no máximo, um pneu ter caído num buraco.

Não, não se sabe o que fazer, mas, provavelmente, enfretar as vicissitudes com toda a redenção típica do cristianismo e da escassez de educação não resolvem nada. Saindo dessa visão de a chuva ser a senteça natural para São Luís, rapidamente se encontram os culpados: Sarneys, Lago, Palácio, Vitorino, Fecury, Murad, Castelo. E muitos, muitos outros sobrenomes, porque pelo menos isso os ludovicenses ainda tem, só sobra o auto-flagelo.

Ou não.

*pra doações aos flagelados pela chuva, dirigir-se aos postos de bombeiro, não dê nada para picaretas na porta da sua casa!

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