Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘china’

britney-spearsBritney Spears entra no palco em Pequim. Show um tanto vazio para os padrões chineses. Cerca de 15 milhões de fãs vão a loucura com Womanizer, quando, a partir da música seguinte, todos começam a ficar desanimados. Lá pela metade da apresentação surgem as primeiras vaias. E o show é finalmente interrompido por um inspetor chinês, que entra no palco trazendo consigo uma multa de US$439,00 para a diva pop.

Na China, o playback é o inimigo público número um dos espetáculos. O ponto crítico foi  a Olimpíada de Pequim. Descobriu-se que a voz doce garotinha que cantava na abertura dos jogos não era realmente dela. Era pura dublagem. Foi o fim da picada.

O governo chinês considera que o playback “é uma grosseira violação das leis e regras”. Não só afronta os direitos dos consumidores, como também os dos cantores e músicos. Na China pode até não se ter muitos direitos, mas uma coisa que com certeza é garantida aos seus cidadãos é a integridade de suas apresentações. Os musicais, por exemplo, de  acordo com uma lei instituída recentemente, terão que fazer uma gravação, mas só para mandá-la aos censores. O playback é terminantemente proibido.

Essa austeridade toda do governo ditatorial da China é um tanto controversa. Impedir o playback é certamente impor restrições  à ARTE. O que seria de artistas genuinamente brasileiros como Mulher Melancia, MC Créu, Rita Cadillac, Kelly Key e tantos outros se o Brasil tivesse a mesma rigidez contra esse artifício?

Por outro lado, se o governo decretasse leis contra atitudes que considerasse inaceitáveis, poderíamos ter alguns ganhos. Essa, por exemplo: é proibido créu acima da velocidade cinco. A partir de agora, as músicas de axé terão obrigatoriamente que ter consoantes. “Xuxa só para baixinhos” só irá até a décimo volume. É proibido versões em forró de músicas estrangeiras, como se já não bastasse as originais, etc. O mundo é assim: cada um com sua ditadura.

Read Full Post »

xuxa e lopesE fazem sexo na China. Mas, mais que isso, se discute sexo por lá.  Extremamente recatados, típico dos orientais, os chineses lançam, em breve, o seu “inferninho” oficial: Love Land. O país mais  controverso do que sempre, capitalista e comunista, pobre e rico, entre outros contrastes, apresenta o seu mais novo.

A “Terra do Amor” trata-se de um complexo que envolve cinemas, auditórios, lojas e  quartos, claro. Com a intenção de inaugurar em outubro, no oeste do país, em Chongqing, o parque temático do sexo promete tratar de temas como a história do sexo e o uso da camisinha, o que, em todo caso, já coloca os chineses num debate moral sobre o sexo e a Love Land.

À frente dos ocidentais [ou tentando imitar] no quesito “inferninho oficial”, o chineses perdem feio ao falar de sexo. O homossexualismo é visto como uma doença mental pela população e as mulheres simplesmente desconhecem o equivalente à palavra orgasmo. A ditadura chinesa, que há três anos exilou o diretor de cinema Lou Ye por tratar exatamente de temas como esses em seus filmes, apoia, controversamente, a construção da Love Land.

Os ocidentais, apenas sorriem das fotos, afinal, já moram nas “love lands” silenciosas [ou não] há muito tempo.

casal_sexo_china

Read Full Post »