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Posts Tagged ‘burrice’

É 8 a 1

E em mais uma decisão teratológica, o Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Judiciário, guardião da Constituição e responsável, em última instância, em dizer o “direito”, entendeu que a profissão de jornalista independe de diploma, haja vista tratar-se de mera atividade intelectual. O presidente do órgão, Gilmar Mendes, chega a comparar um jornalista a um chefe de cozinha que, sem desmerecer a profissão deste último, em nada se assemelha aos profissionais do que já foi intitulado de 4º Poder.

Provavelmente, na cabeça desses “preclaros” ministros, para ser jornalista é desnecessária uma faculdade, ter conhecimento técnico, na verdade, os que atualmente ocupam uma cadeira universitária devem estar brincando de fazer jornalismo, já que um curso superior tornou-se supérfluo tendo em vista que, para ser jornalista, basta pensar, logo, até uma criança, que dispõe de intelecto, pode ser jornalista, assim, brevemente, veremos profissionais competentes que aprenderam sua profissão na teoria e na prática, serem substituídos por técnicos e pessoas despreparadas que não tem a mínima capacidade de elaborar um texto jornalístico, se posicionar diante de uma câmera ou fazer uma locução em uma rádio.

Não sou jornalista, mas entendo a necessidade de uma formação adequada para qualquer tipo de atividade que se pretenda desenvolver, logo, tal decisão é apenas uma forma de pressionar os profissionais e de arrochar salários.

Decepciona-me e me causa vergonha que aqueles que deveriam ter a imparcialidade e o discernimento para não se deixar levar pela manobra daqueles que temem uma impressa séria e comprometida com a verdade tenham decidido dessa forma. Parafraseando um anônimo que comentou acerca do tema no site do Estado de São Paulo: “Seguindo a mesma premissa observada por nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal, sou advogado e sinto-me ameaçado, pois o mesmo direito constitucionalmente garantido à informação e à liberdade de expressão é previsto, também, ao acesso à justiça e ao direito à ampla defesa. OS SENHORES NÃO ACHAM QUE TAL DECISÃO ABRE UM PRECEDENTE PERIGOSO ?”. É a justiça referendando a falta de qualificação.

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E finalmente o prefeito João Castelo percebeu que São Luís está numa situação de emergência. As chuvas deixaram e tem deixado a população sozinha, como de costume, num caos. Mas não, não comemore. A situação de emergência decretada só serve pra que ele faça contratos sem licitação.

O divertido nisso tudo é a briga dele com a vice-prefeita, Helena Duailibe. Recentemente demitida e informada do fato pela imprensa, a ex-Secretária da Saúde briga abertamente devido a suas “convicções políticas” e pede clemência atacando o prefeito:

– “O ódio, o rancor, o sentimento de vingança, esses sentimentos atrasados precisam ser banidos por parte das pessoas que conduzem a política no Estado”, tadinha.

Ambos, o Prefeito e a Vice, são parte fundamental da história triste que mantém São Luís na emergência em quase tudo há muito tempo. E essa rixa só serve pra dividir o [burro] eleitorado e eleger os dois pra seja lá o que for.

Mas há sim o que se comemorar e talvez isso que de fato preocupa os políticos da cidade. As bobinas de papel, onde são impressos os jornais, estão presas na enorme fila de caminhões da BR 316, viva! Todos agora numa corrente de fé para que as bobinas não cheguem e a cidade fique livre, nem que seja um diazinho desses jornais.

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O divino endiabrado em São Luís

O divino endiabrado em São Luís

E finalmente São Luís se conforma em apanhar de Cinturão. A Zona de Convergência Intertropical que parou sobre a cidade castigou brutalmente com o maior volume de chuva no mês de abril dos últimos 24 anos. O Cinturão de Nuvens promete mais ainda em maio.

O  que os ludovicenses enfrentam como consequência é, principalmente, a dissolução do asfalto, causando crateras ao longo de praticamente todas as avenidas de grande circulação. Ilhada em suas casas, a população permanece como geralmente ficam os maranhenses face à tudo: calados.

Se o asfalto dissolve, há de se agradecer por haver algum pra dissolver, pois em muitos bairros não há nem isso. Se chove tanto é puro desígnio de deus ou das forças naturais e em nada está relacionado o Estado. Se estão todos ilhados, pior são os 50 mil desabrigados que perderam suas casas e vidas em outras regiões do Maranhão. E assim a cidade permanece inerte à força do cinturão, reclamando de, no máximo, um pneu ter caído num buraco.

Não, não se sabe o que fazer, mas, provavelmente, enfretar as vicissitudes com toda a redenção típica do cristianismo e da escassez de educação não resolvem nada. Saindo dessa visão de a chuva ser a senteça natural para São Luís, rapidamente se encontram os culpados: Sarneys, Lago, Palácio, Vitorino, Fecury, Murad, Castelo. E muitos, muitos outros sobrenomes, porque pelo menos isso os ludovicenses ainda tem, só sobra o auto-flagelo.

Ou não.

*pra doações aos flagelados pela chuva, dirigir-se aos postos de bombeiro, não dê nada para picaretas na porta da sua casa!

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beijo_gayOs índios já estavam por essas terras, depois vieram os portugueses e finalmente os africanos. As três etnias que são a principal formadora da Nação Brasil. Mas Nação, como não seria diferente, assume um outro significado que não o seu original, pois neste país há nações e somente nações.

A nação indígena que luta pela preservação de sua cultura utilizando armamento de guerra. A nação negra que luta através de ideologias de igualdade e as chamadas ações afirmativas. E a nação branca que não luta, pois é a “classe dominante.”

Vitimização e mídia. Os principais recursos adotados pelas “nações” que lutam. Os índios se auto-proclamam os donos do país, afinal, seus ancestrais deixaram tudo como herança. Não sobrou quase nada, é verdade. Grandes latifundiários [brancos, na maioria] são os os herdeiros, como os fez a História. E é por causa dessa mesma História que a “nação”  negra exige um pagamento pelo sofrimento da escravidão. Quem deve pagar? A “nação” branca, claro.

Como se todo branco fosse rico e culpado. Como se todo negro fosse pobre e sem culpa. Como se todo índio não gostasse de calça de jeans.

Nação que deve se unir mesmo é a Brasileira. A Nação Pobre. Mas nem pra isso pobre presta. Culturinha passada de geração em geração.

A diferença entre as Nações é que somos o que somos, inclassificáveis, únicos.

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