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Archive for the ‘Babados.’ Category

O assunto é mais sério do que querem os leigos e os próprios homossexuais. Não se pode mais encerrar em quartos escondidos ou esquinas desertas, nem entre as amizades mais íntimas, os tempos são outros – tempos que exigem tomadas de atitudes.

Algumas décadas atrás nem se podia falar em legitimização dos direitos dos homossexuais – posto que o legítimo era a ridicularização.  Hoje, se faz urgente. O Brasil é reconhecido mundialmente por ser um dos países que mais possui homossexuais discrimina homossexuais, e isso se deve em muito à completa ausência de leis que velem pelos direitos desta minoria. Tramita em Brasília um projeto de lei que tornaria crime a discriminação a homossexuais, o PCL 122/06 – lei obviamente necessária para diminuir a intolerância.   O triste? O empenho de líderes e políticos cristãos em barrar a  aprovação da lei.

Quando nos voltamos para o passado e pensamos a Escravidão ou mesmo a exclusão da mulher em vários fatores da vida social a idéia que se tem é de algo irracional, inexplicável, medieval. Não é nem um pouco leviano, pois, acreditar que daqui a algumas décadas o tratamento hoje dispensado a esta minoria também seja visto como grotesco, animalesco. Ou você acha natural que casais gays sejam expulsos de locais públicos, por exemplo, apenas por demonstrarem simplesmente…  ser um casal gay?

Não tem nada a ver com “Brokeback Mountain”, “Milk”, “Kate Perry” ou “The L Word”, não é questão de moda, temporária, como muitos imaginam. Na verdade, é o inverso.  Se se faz tão presente na grande mídia, é porque já está mais que inflamado na vida das pessoas. Olhe ao seu redor, quantos gays, bissexuais, transsexuais você conhece? E todas estas pessoas, que direitos têm? Quais são as suas garantias?

Se for para dar um palpite, eu diria que não importa se você ainda tem preconceito, se você ainda rejeita a idéia. A sexualidade humana vem mudando e a tendência é que só se modifique. Fins reprodutivos? Moral Cristã? Alguém ainda pensa nisso quando se refere ao sexo? Sim, sim, alguns sim. Mas estes serão deixados pelo caminho, esmagados pela enorme avalanche que é nada mais que o tempo, que a História, que a natural evolução humana.


Quem viver, verá.

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Um prazer quase roubado

shakespeareShakespeare, do alto de toda sua sapiência, parece ter apregoado uma sentença pra cada situação da vida. É cômico, mas pra quase tudo se pode usá-lo como referência… E pra não fugir a regra, deixo aqui uma citação que é perfeitamente justificável… Só que na Federação Russa: “Roubado que não pela coisa furtada, é quem, afinal, não foi roubado em nada”. E como vocês vão entender a seguir, tudo indica que as russas são fãs incontroláveis do grande autor.

E eu explico: numa noite qualquer do mês de março, uma cena quase comum acontece nos subúrbios de uma cidade eslava. Olga, que é cabeleireira e proprietária de um salão, foi surpreendida por uma tentativa de assalto. A moça, que tudo indicava não poder reagir, vai calmamente pegando o dinheiro para entregar a Viktor, o assaltante. Ele, que já estava feliz com mais um trabalho “bem realizado”, é sorrateiramente surpreendido com um soco no peito que o fez cair. Sim, Olga tinha treino em artes marciais.

Mas vocês provavelmente se perguntam: o que há de anormal em uma mulher ter domínio de lutas? Nada, realmente… O estranho é o que vem a seguir. Dominando técnicas [quase] ninja, a cabeleireira amordaça o ladrão com o fio de um secador e o leva para outra sala, reservada. As demais trabalhadoras do local foram informadas de que a polícia estava a caminho e que deveriam continuar o trabalho. E assim o fizeram. Mas nada de a polícia chegar…

abuse

Olga perdeu a paciência e resolveu fazer a justiça por mãos próprias. “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, não é mesmo? Inusitado é o que ela resolveu roubar! Ao perceber que não seria socorrida pelas autoridades, a russa forçou o bandido a tomar diversos comprimidos de Viagra. E, desde aquele primeiro momento, abusou sexualmente dele por 2 dias! Sim, mentes insanas, sexo intensamente roubado por dois dias.

Ao ser libertado do “cativeiro do prazer”, Viktor se dizia sentir “espremido como um limão“. E foi diretamente a um hospital tratar suas feridas genitais. Depois disso, apresentou queixa contra Olga por “ações de natureza sexual”. Claro que Olga não deixaria isso barato. Fora o fato de também tê-lo denunciado (e ter garantido que a situação não foi lá das mais ruins), ainda declarou que fez mais que sua obrigação: “comprei um novo jeans para ele, comida, bebida e dei 1000 rublos (aproximadamente R$ 65) quando ele saiu”.

Convenhamos… R$ 65, um jeans novo, comida, comida e álcool… ele até que tá no lucro!

[A propósito, “comida” está intencionalmente duplicado. =P]

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