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Pandecrônico

Deparo-me agora com uma situação inusitada. É maio de 2010. Tarde do dia 26. Eu, do alto dos meus vinte inexperientes anos, estou perdido em meio a um Curso de Comunicação Social. Aliás, pra ser mais preciso, o que me faz perder não é o curso. Meu labirinto, digamos, é um dos seus laboratórios: o de Jornalismo Impresso.

A mim, assim como aos nove colegas que me acompanham, cabe a tensa missão de escrever uma crônica. Mas as condições – tanto as do laboratório, quanto as da situação, não me parecem as mais favoráveis. Já não bastasse esta ser parte de uma criteriosa avaliação, ainda que eu tivesse inspiração, inteligência e bom humor machadianos, estou seguro de que estes não bastariam (quem copia um gênio é plagiador, não igualmente genial!).

Pra agravar o perigo, a bos… digo, a crônica, deve abranger algo do cotidiano, pequenos detalhes que normalmente passariam despercebidos: fait divers. Mas como eu posso falar do cotidiano, se mal presto atenção nele? Ainda mais agora, sabendo que o exercício não é “falar por falar”, mas fazê-lo de uma forma jornalística, literária (ou mesmo poética)… É, confesso que jamais imaginei que isto pudesse acontecer! Oras, se sempre tive certeza de querer ser um jornalista, como é que uma simples crônica pode me parecer tão assustadora?

Em meio a quatro períodos, editoriais, notícias, narrativas, artigos, comentários e técnicas jornalísticas, encontro-me em exímia dificuldade para fazer o que o jornalista melhor deve saber: como escrever (mas não simplesmente escrever)? Bem-vinda, tensão… aprochegue-se, realidade. Mas como o desespero motiva, acho que com ele resolvi boa parte do meu problema. Agora a parte mais difícil: conclusão.

Aqui, a técnica me exige “produzir um texto que exponha a grandeza presente nas insignificâncias do cotidiano, sabendo concatená-lo de maneira a tornar o dispensável interessante…”. Bem, certo ou errado, foi o pouco que entendi disto, dela. E se a fiz errada, senhora crônica, puna-me pelo crime devido, mas não pelo direito de achar, de ter opinião: você é uma chata.

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O Brasil não é Pandora

A recente democracia brasileira vem, ao longo dos últimos 25 anos, evoluindo a passos curtos. Da eleição direta à informatização do sistema, o respaldo do nosso processo eleitoral é ascendente. Não tão sincrônica, todavia, é a consciência política do eleitorado nacional.

Um dos principais erros, ainda inconseqüentes e previsíveis, é a messianização à qual os candidatos ao Palácio do Planalto são submetidos. Não todos, é claro… somente aqueles que, de uma maneira geral, “transpiram mudança”. E com isso, Marina Silva (PV – AC), tem sofrido bastante.

As principais críticas à senadora acreana vêm daqueles que nela enxergavam “a grande oportunidade”. Dizem que a candidata, já de antemão, abandonou o legado verde que defende há décadas, tornando-se apenas “mais uma” no meio da multidão.

O que os críticos não percebem é que o erro não são os candidatos, mas a forma com que nos acostumamos a enxergá-los. Ao acusar Marina de renegar o seu legado, eles esquecem que todo diálogo é circunstancial, se enquadra a determinado intervalo de tempo. Muda-se a época, transforma-se o sentido. Não se trata de esquecer o que disse, mas de entender outra realidade.

Em recente entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente, declarou que manterá em funcionamento a tríade da política econômica brasileira – soberania do Banco Central, metas de inflação e superávit da balança comercial, motivo pelo qual os ataques à candidata se intensificaram. Ora, se ao longo de duas décadas foram estas as medidas que mostraram resultados positivos, por que radicalizar?

O desenvolvimento e a estabilidade representam, sim, grandes conquistas para o país. Seria, nesse momento, responsável, pôr em risco o papel do Brasil na agenda internacional? É infundado condenar a continuidade de uma política econômica que tem dado certo. Esta manteneção demonstra, inclusive, maturidade democrática. Deixa-se de lado uma política de Governo para dar continuidade a uma política de Estado.

É exagerado dizer que o desenvolvimento do país será “travado”, caso Marina seja eleita e reproduza tais medidas. Não se pode resolver uma crise – sócio-ambiental – criando uma outra – econômica. Não se pode, sobretudo, pensar no meio-ambiente de forma insustentável – o livre crescer das árvores e o bradar dos pássaros não move a economia. A tentativa é encontrar um equilíbrio entre progresso e preservação, ambos sob uma ótica não-predatória; o que, muito além de uma “alternativa”, deveria ser uma postura.

Se há de existir um rompimento com o estabelecido, isto deve ser feito de maneira cautelosa e não-imediatista. E o povo brasileiro, que não vive na terra de Avatar, tem de ter cuidado com isso.

“Nunca antes na história deste país” um presidente viajou a tantas outras nações quanto Luiz Inácio Lula da Silva. Do pomposo Vaticano à quase desconhecida Guiné-Bissau, a aventura internacional do governante brasileiro percorreu mais destinos que qualquer outro já tenha ousado.

Tão excessivos quanto os seus destinos são os ataques sofridos pelo Palácio do Planalto em razão desta causa. Muitas vezes em tom irônico, críticas surgem de onde menos se espera. José Alencar, vice-presidente da República, disse já ter achado que nunca assumiria a Presidência, por acreditar que Lula só viajaria dentro do Brasil. Um ato de inocência.

Lula tenta, com todos os artifícios possíveis, transformar o país em uma nova Suíça; quer aqui repetir o exemplo austero da neutralidade. Todo o esforço, no entanto, tem como plano de fundo uma causa bem menos imparcial: o presidente visa conquistar o que muitos de seus antecessores somente tentaram – um assento permanente junto ao Conselho de Segurança da ONU.

Suas inúmeras viagens, que consistem – muitas vezes – em dizer a chanceleres estrangeiros o que eles querem ouvir, não são frutos do acaso. Ao não se intrometer em assuntos alheios, o presidente ganha a simpatia de todos para a causa brasileira. O molusco se esquece, no entanto, que sua popularidade não governa sozinha. E nem dura para sempre.

Um excelente viajante. Um presidente regular. Mas um excelente Embaixador… de causas próprias.

E nem à missa se pode ir mais! Ainda bem. O pároco Fausto Boneta suspendeu a missa na Igreja São João [aquela ali no Centro da Capital, São Luís] alegando “falta de segurança”. Como se algum dia já tivesse sido muito seguro ir rezar às seis da tarde, não só pelo risco de esquecer a realidade terrestre e doar ainda mais dinheiro para a Igreja, mas pelos constantes assaltos praticados na região por aqueles não tão fiéis.

Logo, o plano de Fausto Boneta é óbvio. Já que nem deus e nem a população fazem nada contra as coisas típicas do Estado, como aumento carnavalesco da passagem de ônibus, corrupção, babação pra Roseana, idiotização pra Jackson, dentre algumas milhares de coisas, está todo mundo proibido de rezar! Assim, os fiéis se tocam do quão burros são e ainda se faz greve de Pai Nosso pra deus, pra vê se ele se toca da existência desses mesmo fiéis.

O Diabo, claro, já fez a sua parte, prometeu mandar até helicóptero pra que a rezação não pare. Mas nunca nem começou. O mesmo povo que reza sem fé e sem saber de onde vem esse deus é o mesmo povo que vota sem saber pra onde vai sua grana e, assim, vive sem viver o pouco que poderia. E morre sem nunca ter nascido.

Disfarces

Pois é… é muita mentira pra mim! Tem gente que anda fingindo por aí que é gente. Fake, fail e até  João Sem-braço.  Não, não é necessariamente do Presidente que falo, nem daquele moço de hoje de manhã que fazia de tudo pra olhar sutilmente a calcinha da doida lá.

Nem de mim, que finjo que não vejo nada. Fico na minha. E todo mundo na sua. Mas quando alguém sai da sua e entra na do outro, pronto. Entrou, doeu, não faz mais isso. Faça isso! Assim que é bom. Ou não. Cada um com sua máscara.

E tudo é velado. Se é velado, é bem iluminado. Mas não o suficiente pra se perceber além do segundo passo. Então, por mais que as coisas comecem a passar, fica a certeza de sei lá o quê. De que todos querem aparecer, mas só com o que não parecem.

E eu não pareço com você. Infelizmente. Queria era ver se o teu rosto é sempre bonito assim.

tara do thyago

2FD57B_3Teens, maduras, anal ou coroas? Nem importa tanto. O importante é o sexo. Masculino ou femino, tanto faz. Sexo. Aquele com duas ou mais pessoas ou até a forma solitária.

Talvez esse primeiro parágrafo tenha sido fudamental pra que o segundo seja lido. Falar de transar, chama atenção mesmo. Mas enfim, pode clicar em próximo blog. Esse não é o tema central. Acho.

Agora pouco presenciei uma discussão um tanto rara entre homens. Sexo [do bom] é com amor? Ou Arnaldo e Rita tem razão, são totalmente diferentes?

Diferentes ou não, somos todos iguais. E todos querem o mesmo: sexo. E só quem nunca amou, não quer ser amado. Um labirinto de dúvidas e certezas onde a razão tem infinitos donos, talvez isso explique a promiscuidade tão avassaladora na contemporaneidade. Ou então confirme a hipocrisia que permeia todas as camadas sociais.

É, Débora, o fato é que tu nunca amou. Pro amor não há tempo ou tamanho. Atemporal e sem medidas é pouco. E talvez desconceituar tenha sido a melhor coisa que a gente fez hoje, porque apesar dos perigos, os românticos sempre sobrevivem.

http://www.acervoamador.com/porno/branquinha-peituda-dando-xota/

é grande, mas nós aguenta!

gostosaA população de Chicago não queria as Olimpíadas. A de Tokyo não queria as Olimpíadas. Madri nem fazia questão. Ou seja, o Rio de Janeiro é o melhor. O fato é que o Rio tem muitas chances de sediar os Jogos. Daqui a pouco [pouco mesmo, menos de duas horas pra sair o resultado] teremos todas as certezas.

Mas enquanto isso temos tantas outras. Parece que é diretamente proporcional o nível de instrução de um povo à sua rejeição a sediar os caríssimos Jogos Olímpicos. Tanto que o Brasil tem a maior vontade em ser sede. E sim! O Brasil é rico. É?

Perto dos 4 bilhões de reais o investimento pra se tornar sede, assim o país mostra ao mundo o quanto é bonito e desenvolvido, chamando grandes empresas pra cá. Enquanto isso as favelas do Rio continuam lá, a violência continua lá e nada muda pra quem tem pouco. O lucro vai todo pra quem já lucra há anos, os ricos, claro.

4 bilhões pra investir em educação, saúde e segurança não tem. Os governos não veem isso como investimento. Arrecada menos votos, pois o povo continua infeliz e reclamando (não tanto quanto deveria).

Óbvio que os jogos tem a capacidade de entorpecer o mundo, o país. O Brasil. E óbvio que é muito massa e até dá algum orgulho de ver como o país é capaz e grande. Pura balela, todo mundo continua pobre, miserável e burro.

Todo mundo não, alguns poucos continuam ricos. Bem ricos.

Agora eu grito “Abaixo o sistema!” e vou estudar pra minha prova de Matemática.