15
Nov
09

Deusificados pelo pó ludivicense

skank

Estacionamento por R$10,00, empurrões, truculência, xingamentos e a violação do corpo pela segurança. Além disso, bebida cara e terra… Muita terra. Mais uma vez o Marafolia demonstra a qualidade de seus eventos e o preparo de sua magnífica equipe. Perguntados, parte da organização mal soube responder quando e onde a coletiva teria acontecido.

Bem, mesmo sem conseguir a entrevista e dinheiro para um copo d’água, Samuel Rosa (Quentin Tarantino), Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti salvaram a noite dos que lotaram o espaço de pífia organização do evento “Spirit”, em São Luís.

Mesclando sucessos dos primeiros álbuns, ainda no início dos anos 90,  com singles do último CD, Estandarte, a banda mineira  fez a Lagoa ser tomada por uma nuvem gigantesca de poeira e algumas lagrimas.

Levando a multidão a loucura com “É proibido Fumar”, “Vou deixar” e “É Uma Partida de Futebol”, Skank também alcançou os corações partidos, nesse sabado, tocando “Ainda gosto Dela”, “Amores Imperfeitos” e “Respostas”. Garotinhas, garotonas e marmanjos aos prantos ou simplesmente com os olhos marejados, foram visões mais que comuns.

Skank QUEM?

O Skank concorre na terceira edição do Prêmio Quem, promovido pela revista “QUEM  Acontece”, na categoria “Melhor Banda”. De longe é a grande favorita a levar o troféu, mas a lista também conta com a participação de outros ótimos grupos, como: Móveis Coloniais de Acaju, Vanguart, Sepultura, Casuarina, Roupa Nova, Cidadão Instigado e Black Drawing Chalks. Apesar da extrema qualidade musical e da grande aceitação da população brasileira, não será tão fácil assim, levar mais esse.

A banda, beirando a maior idade, já lançou 10 álbuns, vendeu 5,5 milhões de discos, possui mais de trinta singles e produziu 3 DVDs. Em 2004, ganharam um Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum Brasileiro de Rock”, com Cosmotron e acumulam 9 prêmios do MVB, promovido pela MTV Brasil.

Quem quiser votar no Skank ou em qualquer outro concorrente ao Prêmio QUEM, só precisa clicar aqui.

A um certo ponto do show, Samuel dispara: “Eu nunca vi público tão bonito com esse de São Luís… Eu não sei para vocês, mas daqui de cima tá lindo ver a galera levantando essa nuvem… São 4 ou 5 anos que não apareciamos por aqui e espero que  a gente nunca mais passe tanto tempo longe um do outro”. Depois disso, como deuses imersos em pó, a banda foi ovacionada por vários minutos e a platéia, fazendo o papel de coral, não perdia o tom de uma só nota tocada durante a apresentação.

Impecáveis, as divindades de 14/11/09, fizeram o que pode ser tido como uma das melhores apresentações de São Luís nos últimos anos. Por outro lado, vale ressaltar a desorganização do Marafolia. A entrada desorganizada causou o acumulo de muita gente do lado de fora que, impacientes, iniciaram alguns empurrões; competindo com os seguranças, posicionados em lugar oposto, que empurravam de volta. No mais, o maior problema foi a poeira que inundou os pulmões e encardiu a secreção nasal de todos. 

06
Out
09

Só no forevis

Bem-vindo à São Luís; Barreirinhas - 265km.

Bem-vindo à São Luís; Barreirinhas - 265km.

São Luís realmente não vale uma caixinha de chiclete Adams! Nada, absolutamente nada acontece neste povoado de quase um milhão de habitantes que se encontra na vigésima sétima fissura à direita da prega rainha dessa mulata sifilítica. Tanto, que até o irrelevante buraco de areia que atende por Barreirinhas tem tido mais cacife pra receber um festival de jazz e blues.

Isso mesmo, Barreirinhas. Mas aí fica a dúvida: uma cidadela com pouquinho mais de 47.000 habitantes, que até pouco tempo não tinha nem energia elétrica, tem porque receber um evento desses? Claramente a maioria dos barreirinhenses nunca ouviu falar de jazz, blues ou de qualquer coisa diferente do que passe no faustão e dos repugnantes grupos de forró e brega que envenenam, principalmente, essas brenhas do Norte/Nordeste.

Então, pra quê diabos fazer o I Lençóis Jazz e Blues Festival??? Ora, para os ricos, cultos (ou não) que provavelmente tem algum imóvel ilegal às margens do Rio Preguiças ou um título de sócio no resort da Franere. Alíás, é lá onde tudo vai acontecer. Assim é bom; se tivesse grana suficiente eu também ia achar um barato passar um final de semana curtindo boa música com uma caipirinha de abacaxi na mão e ficando mais enrugado que uma uva passas só de não sair da piscina em formato de feijão.

A mesma segregação acontece aqui na capital da última úlcera dessa federação anal. Bar da Gema é o único lugar onde as minguadas “jazz bands” da ilha tocam. Só pelo nome já se percebe que o preço da long neck é maior do que o orçamento semanal do pão de muitas famílias. E quem entende o mínimo de boa música, mas passa metade do mês com a carteira mais vazia do que a do meu pai (é, ele nunca tem dinheiro; pelo menos pra mim), não tem como ver/ouvir o que “presta”.

Mas é isso mesmo, se a gente já garante o da cachacinha do final de semana, pra quê reclamar?! Já que a vida nesse cu do mundo só poderia ser uma merda, bom mesmo é beber até cair no sabado e no domingo, ouvindo aquele disco do Amado Batista,  pra curar a ressaca com o suor da segunda e prometer nunca mais beber como antes.

A gente nem tem que se importar com a minoria do estado firulando com classe na ponta da prega enquanto todos só tomam naquele lugar. Peguem o ouro e mandem o lixo, mas nem se preocupem que ”nóis” paga.

barreirinhas

05
Out
09

tara do thyago

2FD57B_3Teens, maduras, anal ou coroas? Nem importa tanto. O importante é o sexo. Masculino ou femino, tanto faz. Sexo. Aquele com duas ou mais pessoas ou até a forma solitária.

Talvez esse primeiro parágrafo tenha sido fudamental pra que o segundo seja lido. Falar de transar, chama atenção mesmo. Mas enfim, pode clicar em próximo blog. Esse não é o tema central. Acho.

Agora pouco presenciei uma discussão um tanto rara entre homens. Sexo [do bom] é com amor? Ou Arnaldo e Rita tem razão, são totalmente diferentes?

Diferentes ou não, somos todos iguais. E todos querem o mesmo: sexo. E só quem nunca amou, não quer ser amado. Um labirinto de dúvidas e certezas onde a razão tem infinitos donos, talvez isso explique a promiscuidade tão avassaladora na contemporaneidade. Ou então confirme a hipocrisia que permeia todas as camadas sociais.

É, Débora, o fato é que tu nunca amou. Pro amor não há tempo ou tamanho. Atemporal e sem medidas é pouco. E talvez desconceituar tenha sido a melhor coisa que a gente fez hoje, porque apesar dos perigos, os românticos sempre sobrevivem.

http://www.acervoamador.com/porno/branquinha-peituda-dando-xota/

02
Out
09

é grande, mas nós aguenta!

gostosaA população de Chicago não queria as Olimpíadas. A de Tokyo não queria as Olimpíadas. Madri nem fazia questão. Ou seja, o Rio de Janeiro é o melhor. O fato é que o Rio tem muitas chances de sediar os Jogos. Daqui a pouco [pouco mesmo, menos de duas horas pra sair o resultado] teremos todas as certezas.

Mas enquanto isso temos tantas outras. Parece que é diretamente proporcional o nível de instrução de um povo à sua rejeição a sediar os caríssimos Jogos Olímpicos. Tanto que o Brasil tem a maior vontade em ser sede. E sim! O Brasil é rico. É?

Perto dos 4 bilhões de reais o investimento pra se tornar sede, assim o país mostra ao mundo o quanto é bonito e desenvolvido, chamando grandes empresas pra cá. Enquanto isso as favelas do Rio continuam lá, a violência continua lá e nada muda pra quem tem pouco. O lucro vai todo pra quem já lucra há anos, os ricos, claro.

4 bilhões pra investir em educação, saúde e segurança não tem. Os governos não veem isso como investimento. Arrecada menos votos, pois o povo continua infeliz e reclamando (não tanto quanto deveria).

Óbvio que os jogos tem a capacidade de entorpecer o mundo, o país. O Brasil. E óbvio que é muito massa e até dá algum orgulho de ver como o país é capaz e grande. Pura balela, todo mundo continua pobre, miserável e burro.

Todo mundo não, alguns poucos continuam ricos. Bem ricos.

Agora eu grito “Abaixo o sistema!” e vou estudar pra minha prova de Matemática.

01
Out
09

abaixo a ditadura

britney-spearsBritney Spears entra no palco em Pequim. Show um tanto vazio para os padrões chineses. Cerca de 15 milhões de fãs vão a loucura com Womanizer, quando, a partir da música seguinte, todos começam a ficar desanimados. Lá pela metade da apresentação surgem as primeiras vaias. E o show é finalmente interrompido por um inspetor chinês, que entra no palco trazendo consigo uma multa de US$439,00 para a diva pop.

Na China, o playback é o inimigo público número um dos espetáculos. O ponto crítico foi  a Olimpíada de Pequim. Descobriu-se que a voz doce garotinha que cantava na abertura dos jogos não era realmente dela. Era pura dublagem. Foi o fim da picada.

O governo chinês considera que o playback “é uma grosseira violação das leis e regras”. Não só afronta os direitos dos consumidores, como também os dos cantores e músicos. Na China pode até não se ter muitos direitos, mas uma coisa que com certeza é garantida aos seus cidadãos é a integridade de suas apresentações. Os musicais, por exemplo, de  acordo com uma lei instituída recentemente, terão que fazer uma gravação, mas só para mandá-la aos censores. O playback é terminantemente proibido.

Essa austeridade toda do governo ditatorial da China é um tanto controversa. Impedir o playback é certamente impor restrições  à ARTE. O que seria de artistas genuinamente brasileiros como Mulher Melancia, MC Créu, Rita Cadillac, Kelly Key e tantos outros se o Brasil tivesse a mesma rigidez contra esse artifício?

Por outro lado, se o governo decretasse leis contra atitudes que considerasse inaceitáveis, poderíamos ter alguns ganhos. Essa, por exemplo: é proibido créu acima da velocidade cinco. A partir de agora, as músicas de axé terão obrigatoriamente que ter consoantes. “Xuxa só para baixinhos” só irá até a décimo volume. É proibido versões em forró de músicas estrangeiras, como se já não bastasse as originais, etc. O mundo é assim: cada um com sua ditadura.

30
Set
09

rascunho com calor I

marinasilFoi um susto descobrir que aqueles olhos afundados em duas longas e espessas sobrancelhas que apareciam a cada 30 segundos na televisão são da Marina Silva. Digamos que ela seja assim, “natural”, daí o excesso de pêlos e a despreocupação com a beleza que tanto lhe falta. Enfim. A presidenciável não tem os olhinhos azuis da Merckel e nem o botox da Kirshner, então nem sonhemos com uma Bruni para o Brasil.

O fato é que ela parece ser a luz no fim do túnel para a presidência do Brasil e se apresenta como imaculada política. Realmente, seu nome não está envolvido em nenhum desses tão abrangentes casos de corrupção que assolam o país há tempos. Entretanto, omitir-se não é um direito que um representante do povo tem.

Foram aproximadamente 30 anos no PT, ou seja, no período dos maiores escândalos (mensalões, Palocci, cueca e Zé) ela era uma afiliada ativa (Senadora, Ministra) dentro do partido, mas nunca sentiu-se lesada ou mesmo com um pouco de vontade de abandonar os amigos de longa data.

Entretanto, quando já exisitia algum movimento que pedia a candidatura da então Ministra do Meio Ambiente à Presidência e um concomitante choque com a já declarada candidata Dilma, Marina mandou o Partido dos Trabalhadores às favas (filiando-se ao Partido Verde) para transformar-se na Guerreira (com a licença do termo próprio de Roseana) Amazonense que vai salvar o mundo.

Debates e entrevistas virão, resta ter a esperança que Marina Silva vai responder todas as questões referentes ao seu passado. O futuro: a Presidência.

E uma pinça, por favor. (Ou então uma aparador de grama, não se sabe como tá o crescimento dos pelos no restante do corpo.)

14
Set
09

Kanye West, o Justiceiro

Quão mais divertidas seriam as partidas de futebol se a torcida invadisse o gramado a cada vez que não concordasse com a decisão do árbitro! Eu seria o primeiro a querer impor minha opinião. Quando o juiz marcasse o impedimento de algum gol de Obina, lá iria eu, com o dedo em riste, gritar na cara do juiz, estupefato, que o Palmeiras é o melhor time do mundo. Totalmente sem noção!

Mas não tão sem noção quanto, no meio de uma das maiores premiações da música pop do mundo, o VMA, Kanye West interromper o discurso de premiação de Taylor Swift, por melhor clipe feminino, arrancando o microfone da pobre garota para dizer que outra, Beyoncé – sua amiga, por sinal – deveria ter vencido porque o dela é o melhor clipe de todos os tempos. Não vejo algo parecido desde o primário.

Que vergonha alheia!

Não sei o que levaria um marmanjo como Kanye West a querer estragar o momento especial de uma garota tão adorável. Infantilidade? Frustração? Racismo?

11
Set
09

Merece um post II – 11 de Setembro

Vai fundo que 'nois' apoia

Vai fundo que ‘nois’ apoia.

10
Set
09

Da barriga de Lucía saiu um nobre

paco-de-lucia-10

Francisco Sánchez Gómez mas, para ser identificado melhor, façamos referência à Paco. Um dos melhores guitarristas de flamenco de todos os tempos, que se envolvia nos acordes do violão de seu pai, também guitarrista, ainda dentro da barriga de Lucía Gómez.

Em 2004 Paco de Lucía ganhou o Prémio Príncipe das Astúrias, mas foi assistindo Vicky, Cristina, Barcelona, filme de Woody Allen, que virei meus ouvidos para as guitarras da família Sánchez.

Em 1967, Paco e seu irmão, Ramon de Algeciras, gravaram o disco Dos guitarras flamencas en América Latina. Granada, Siboney, Mañana de Carnaval e El Jarabe Tapátio (música do Ligeirinho, aquele rato dos desenhos), são músicas que consistem essa obra prima do flamenco.

Vídeo de Paco de Lucía tocando Entre dos Aguas, música do filme que rendeu um beijo com Scarlett Johanson e um Oscar à Penelope Cruz:

26
Ago
09

Para falar de boa música: samba, jazz e penteados femininos

ceu_1210609222_1211213859   ana_canas_divulgacao_620   ANDREIA DIAS_thumb[2]

Não, não é sobre o som do lerdo Patrick Sttump e seus comparsas emotivos do Fall Out Boys. Tampouco sobre o produto do futuro dono do mundo, Nick Jonas, e seus castos irmãos. Queria eu me enganar escandalosamente e declarar a vinda do Beirut à São Luís logo após as apresentações no Coquetel Molotov, em Recife, mas não sou tão tapado assim.

De tal forma, já que nos privam de boas apresentações musicais e, quando não, cobram mais de R$ 100,00 por um ingresso, uno beleza feminina, cabelos enrolados e vozes capazes de levar a alma humana tanto para a solitude celeste quanto para uma algazarra dos diabos.

Comecemos pela paulistana Maria do Céu Whitaker Poças que mistura samba, R&B, jazz e soul.

Céu, como é chamada, é um das artistas mais conhecidas dessa geração. TV Globo, as novelas e seus CD’s de trilhas sonoras feitos pela Som Livre são a razão? Claramente que sim. Mas nem de longe ela pode ser disposta no mesmo hall de Marjorie Estiano, por exemplo. 

 Dona de uma voz linda, um tanto calejada e cachos que fazem qualquer um querer se perder, Céu tem todos os ingredientes e a manha para ser a melhor entre as novas.

De Maria para Ana a música assume um formato mais jazzístico, mas os cachos e suas aspirações inebriantes permanecem. Mais agitada, Ana Cañas,  que começou interpretando clássicos do jazz mundial em bares de São Paulo, manda muito bem na mistura de seu estilo de origem com uma levada mais suingada, toques de rock’n roll, reggae e na repaginação de clássicos da MPB, como Coração Vagabundo, de Caetano Veloso, no seu primeiro CD.

Com a Andreia Dias os fatores capilares comprovam o talento musical. Mais cachos e mais cuíca. É assim, que a também paulistana faz sua música. Letras diretas e bem articuladas numa voz doce de sotaque paulista são marcas declaradas desta cristã que passou por bandas como DonaZica e Banda Glória.

31
Jul
09

Fotos brasileiras no WPP

World Press Photo 09Longe da maioria dos leitores desocupados desse blog (ou não), acontece a maior exposição de fotojornalismo do mundo. A World Press Photo estacionou no Rio de Janeiro com um total de 196 imagens desde quarta-feita, 29, e se estende até 23 de agosto.

Foto que rendeu Menção Honrosa à Eraldo Peres.

Foto que rendeu Menção Honrosa à Eraldo Peres.

 

Desde 1955, em Amsterdã, a instituição abre inscrições para os fotógrafos interessados em participar do maior concurso de fotografia jornalística do planeta. Nesse ano, a WPP conta com os maiores números de todos os tempos: são 96. 268 imagens inscritas por 5.508 profissionais de 124 países.

Imagem vencedora em Notícias Gerais, Categoria Single, por Luiz Vasconcelos.

Imagem vencedora em Notícias Gerais, Categoria Single, por Luiz Vasconcelos.

O Brasil, por sua vez, conseguiu três prêmios. Eraldo Peres, da Associated Press, ganhou a Menção Honrosa em Vida Cotidiana, Categoria Singles, com uma foto feita em 22 de janeiro de 2008, mostrando várias pessoas em volta do corpo de Thiago Franklino de Lima, 21 anos, morto na Favela do Coque, no Recife. O primeiro colocado em Notícias Gerais, na Categoria Single, foi Luiz Vasconcelos, da Zuma Press, com a imagem de uma mulher tentando impedir a polícia de desocupar terrenos privados em Manaus. Por último, André Vieira, da Focus Photo und Press Agentur, conquistou o terceiro lugar em Artes e Entretenimento, Categoria Single, com a foto do estilista angolano Shunnoz Fiel.
Registro do estilista angolano Shunnoz Fiel, por André Vieira.

Registro do estilista angolano Shunnoz Fiel, por André Vieira.

29
Jul
09

Mesquinharia “pralém” do bolso

Nunca se casou.

Nunca se casou.

Se os opostos se atraem? Não sei… Ou talvez até saiba, mas prefiro dizer que não. Há quem diga que sim, inclusive professores da Wharton School of Finance e da Northwestern University dos EUA, em um estudo entitulado “Atração Fatal (Fiscal)”. Nesse caso, os antônimos se referem aos modos de administração das finanças de cada indivíduo. Segundo Scott Rick e Deborah Small, as pesquisas feitas com casais sugerem que avarentos gostam mesmo dos gastadores.

De acordo com a matéria da jornalista da “Reuters Life!”, Kristina Cooke, a razão pela qual essa tendência se comprova é uma maneira de amenizar a dor de ser pão-duro. Os sujeitos muito apegados ao dinheiro, por exemplo, podem não gostar dessa característica e, assim, são atraidos por pessoas economicamente mais liberais.

Entretanto, se todo e qualquer solteiro afirma procurar alguém com os mesmos hábitos no trato com as finanças, essa pesquisa de norte-americanos com muito tempo livre revela um ponto pertinente de uma problemática:  não seria esse um dos motivos para eventuais conflitos e um dos principais iténs causadores dos altos índices de separações?

George Lowenstein, professor de economia e psicologia da Carnegie Mellon University afirma que é improvável que alguém mude da água para o vinho; deixe a mesquinharia e adentre no mundo do perdularismo.

Se essas escolhas são involuntárias; se tomamos alguém por ela ser o oposto do que somos, como uma medida para que sejamos pessoas melhores (ou não), e essas alterações nunca acontecerão por conta de ter o outro junto, é inevitável o enfraquecimento ou fracasso de uma relação. O que se pode concluir é que sovinas e esbanjadores são egoístas por igual. A questão da problemática se resume à isso, então.

Os, namoros casamentos e ajuntamentos, em sua maioria, não se perpetuam por esse egoísmo inerente a todos.

13
Jul
09

filho da p….

Do Portal Comunique-se

Um vídeo caseiro disponível no YouTube flagrou Oscar Roberto Godói chamando o goleiro do Corinthians de “filho da p…” durante transmissão da Band. O autor do vídeo capturou a imagem da televisão com uma filmadora e colocou na Internet.

Na quarta-feira (01/07), o Corinthians conquistou a Copa do Brasil ao empatar com o Internacional, por 2 a 2, em Porto Alegre. A ofensa aconteceu nos acréscimos do segundo tempo, quando o Corinthians, na prática, já havia garantido o título. O goleiro Felipe sofreu uma falta na pequena área e ficou caído no chão para ganhar tempo. Nesse momento, Godói disse claramente: “vai ficar no chão o filho da p…”.

Jornalista formado, Godói foi árbito de futebol e atualmente é comentarista esportivo da Band. A reportagem do Comunique-se tentou contato com Godói durante a tarde desta quinta-feira (02/07), mas seu celular não estava disponível. Segundo a assessoria de imprensa, a emissora ainda não se pronunciou.

Assista abaixo ao vídeo com o problema na transmissão e opine. Para você, Godoy deixou escapar o palavrão? Ou foi traído pelo microfone acidentalmente aberto? Coloque na área de comentários a sua interpretação.

19
Jun
09

É 8 a 1

E em mais uma decisão teratológica, o Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Judiciário, guardião da Constituição e responsável, em última instância, em dizer o “direito”, entendeu que a profissão de jornalista independe de diploma, haja vista tratar-se de mera atividade intelectual. O presidente do órgão, Gilmar Mendes, chega a comparar um jornalista a um chefe de cozinha que, sem desmerecer a profissão deste último, em nada se assemelha aos profissionais do que já foi intitulado de 4º Poder.

Provavelmente, na cabeça desses “preclaros” ministros, para ser jornalista é desnecessária uma faculdade, ter conhecimento técnico, na verdade, os que atualmente ocupam uma cadeira universitária devem estar brincando de fazer jornalismo, já que um curso superior tornou-se supérfluo tendo em vista que, para ser jornalista, basta pensar, logo, até uma criança, que dispõe de intelecto, pode ser jornalista, assim, brevemente, veremos profissionais competentes que aprenderam sua profissão na teoria e na prática, serem substituídos por técnicos e pessoas despreparadas que não tem a mínima capacidade de elaborar um texto jornalístico, se posicionar diante de uma câmera ou fazer uma locução em uma rádio.

Não sou jornalista, mas entendo a necessidade de uma formação adequada para qualquer tipo de atividade que se pretenda desenvolver, logo, tal decisão é apenas uma forma de pressionar os profissionais e de arrochar salários.

Decepciona-me e me causa vergonha que aqueles que deveriam ter a imparcialidade e o discernimento para não se deixar levar pela manobra daqueles que temem uma impressa séria e comprometida com a verdade tenham decidido dessa forma. Parafraseando um anônimo que comentou acerca do tema no site do Estado de São Paulo: “Seguindo a mesma premissa observada por nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal, sou advogado e sinto-me ameaçado, pois o mesmo direito constitucionalmente garantido à informação e à liberdade de expressão é previsto, também, ao acesso à justiça e ao direito à ampla defesa. OS SENHORES NÃO ACHAM QUE TAL DECISÃO ABRE UM PRECEDENTE PERIGOSO ?”. É a justiça referendando a falta de qualificação.

09
Jun
09

Hitler entre os mocinhos?

hitler_1933_b_jacobsRecentemente, o romancista Nicholson Baker publicou mais um de seus tratados against the violence. Dessa vez veio sob a forma do livro Human Smoke: TheBeginnings of World War II, The End of Civilization, que retrata uma parte da história escondida pelos historiadores.

Human smoke traz à tona um assunto já esquecido fora da estratosfera dos vestibulandos. A história apresenta como protagonistas grandes líderes e pacifistas mundiais: Roosevelt, Churchill, Hitler e Gandhi entre eles. De acordo com o autor, o livro foi feito a partir de um conjunto de fatos colecionados em diários, jornais e revistas entre 1920 e 1942.

A inocência dos líderes retratados no romance é posta em xeque. Segundo Baker, a 2ªG.M. é uma guerra na qual os mocinhos produziram Dresden, Hiroshima e Nagasaki; uma guerra na qual os aliados poderiam ter efetivamente impedido o Holocausto, mas não o fizeram para não distrair dos esforços táticos que a estratégia exigia.

No livro, Roosevelt se recusa a receber os judeus nos EUA e Churchill, mostrando sua mais negra face antisemita, nega alimentos a uma Europa faminta, porque os alemães podem usá-lo como armas – ‘o material plástico utilizado nos aviões deles é derivado do leite.’-, e ainda mantém um discurso retórico como enfeite de assassinatos em massa – ‘Não conversaremos, não faremos tréguas com a gangue que leva suas intenções do mal; eles farão o seu pior e, nós, o nosso melhor.’

Também no contexto em que Hitler tem sua culpa amenizada, o premiê britânico na época impôs aos alemães um embargo que os impedia de enviar os judeus a Madagascar. Sim, era esse o plano inicial do chanceler alemão.

Para por aí. Nada disso faz de Hitler inocente. Baker é pacifista, não neonazista. O espírito de Gandhi permeia todas as páginas de Human Smoke. Página após página ele repete a mensagem de que violência – até mesmo ‘boa’ violência – sempre distorce as intenções iniciais, aumenta o sofrimento, faz circular o mal. Nas anedotas relatadas por Baker, até os políticos mais admirados se mostram hipócritas da pior qualidade que todo argumento usam em nome da guerra.