
Bem-vindo à São Luís; Barreirinhas - 265km.
São Luís realmente não vale uma caixinha de chiclete Adams! Nada, absolutamente nada acontece neste povoado de quase um milhão de habitantes que se encontra na vigésima sétima fissura à direita da prega rainha dessa mulata sifilítica. Tanto, que até o irrelevante buraco de areia que atende por Barreirinhas tem tido mais cacife pra receber um festival de jazz e blues.
Isso mesmo, Barreirinhas. Mas aí fica a dúvida: uma cidadela com pouquinho mais de 47.000 habitantes, que até pouco tempo não tinha nem energia elétrica, tem porque receber um evento desses? Claramente a maioria dos barreirinhenses nunca ouviu falar de jazz, blues ou de qualquer coisa diferente do que passe no faustão e dos repugnantes grupos de forró e brega que envenenam, principalmente, essas brenhas do Norte/Nordeste.
Então, pra quê diabos fazer o I Lençóis Jazz e Blues Festival??? Ora, para os ricos, cultos (ou não) que provavelmente tem algum imóvel ilegal às margens do Rio Preguiças ou um título de sócio no resort da Franere. Alíás, é lá onde tudo vai acontecer. Assim é bom; se tivesse grana suficiente eu também ia achar um barato passar um final de semana curtindo boa música com uma caipirinha de abacaxi na mão e ficando mais enrugado que uma uva passas só de não sair da piscina em formato de feijão.
A mesma segregação acontece aqui na capital da última úlcera dessa federação anal. Bar da Gema é o único lugar onde as minguadas “jazz bands” da ilha tocam. Só pelo nome já se percebe que o preço da long neck é maior do que o orçamento semanal do pão de muitas famílias. E quem entende o mínimo de boa música, mas passa metade do mês com a carteira mais vazia do que a do meu pai (é, ele nunca tem dinheiro; pelo menos pra mim), não tem como ver/ouvir o que “presta”.
Mas é isso mesmo, se a gente já garante o da cachacinha do final de semana, pra quê reclamar?! Já que a vida nesse cu do mundo só poderia ser uma merda, bom mesmo é beber até cair no sabado e no domingo, ouvindo aquele disco do Amado Batista, pra curar a ressaca com o suor da segunda e prometer nunca mais beber como antes.
A gente nem tem que se importar com a minoria do estado firulando com classe na ponta da prega enquanto todos só tomam naquele lugar. Peguem o ouro e mandem o lixo, mas nem se preocupem que ”nóis” paga.



Britney Spears entra no palco em Pequim. Show um tanto vazio para os padrões chineses. Cerca de 15 milhões de fãs vão a loucura com Womanizer, quando, a partir da música seguinte, todos começam a ficar desanimados. Lá pela metade da apresentação surgem as primeiras vaias. E o show é finalmente interrompido por um inspetor chinês, que entra no palco trazendo consigo uma multa de US$439,00 para a diva pop.


Longe da maioria dos leitores desocupados desse blog (ou não), acontece a maior exposição de fotojornalismo do mundo. A 






Recentemente, o romancista Nicholson Baker publicou mais um de seus tratados against the violence. Dessa vez veio sob a forma do livro Human Smoke: TheBeginnings of World War II, The End of Civilization, que retrata uma parte da história escondida pelos historiadores.
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